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Segunda - feira, 15 Fevereiro 2021 19:20

CONHEÇA O ORIXÁ ELENINI

ELENINI

 

Os yorubás não concebem um ser malígno, como o diabo judaico-cristão, que objetiva unicamente destruir a obra do Criador, prejudicando as pessoas.

Contudo, os africanos identificavam uma divindade cuja atribuição seria criar obstáculos, dificuldades na realização do destino dos Seres Humanos. Esta é Elenini, conhecida também como Ido Boo e ainda chamada de Yeyemuwo (“mãe da desgraça”).

Elenini é a guardiã da câmara interior de Olodumare, local onde o destino é escolhido por cada Ser antes de nascer. Elenini é a testemunha de nossas aspirações diante do Criador.

Quando Olodumare autorizou a vinda dos Orixás à Terra, teria enviado também Elenini para lhe informar o comportamento dos deuses.

Segundo Babalawô Awofa Ifakemi Miguel, Elenini é “…uma divindade mitológica da desgraça e do obstáculo, enviado por Olodumare para aniquilar as divindades que se mantiveram no Aye com um mau comportamento.” 

Elenini testa nossa determinação e nosso caráter, oferecendo tentações e armadilhas que põem em risco os propósitos originalmente eleitos por nós diante de Olodumare. 

Como a atribuição de Elenini é criar dificuldades para testar nosso caráter, conflita diretamente com Ori, cuja regência é guiar os Homens pelo seu destino. Por isso, Elenini é considerada como a “inimiga de Ori”. 

Apesar de sua forte influência e iminente risco ao bem-estar dos Homens, Elenini não recebe nenhum culto direto na Nigéria ou em qualquer outro local de influência yorubá. Elenini é afastada com o culto ao Ori e com a prática do bom caráter. 

Quando um indivíduo está dominado por Elenini, este se torna cego e surdo. Seu Ori está em desequilíbrio e passa a ser uma companhia perigosa aos incautos. Estar em companhia destes, ou em locais repletos de pessoas tomadas por Elenini, torna-se perigoso. 

Segundo os yorubás, quando o trabalho de Elenini entra em fase final, é preciso um grande esforço de Ori e da ajuda dos Orixás para haver a superação. 

Os dominados por Elenini têm suas vidas marcadas pela derrota, pelo fracasso, pelo desregramento. 

Muitos casos de loucura e de surtos de violência, em verdade, são resultantes do domínio de Elenini, quando esta consegue desvirtuar o Homem de seus objetivos, levando-o à derrota inevitável.

Somos frequentemente atacados por Elenini, todavia, através de recomendações do Oráculo, somos alertados e recomendados a fazer determinados ebós, ou a mudar atitudes que podem levar a resultados perniciosos em nossas vidas. 

Apesar do perigo que representa Elenini, esta divindade não é vista pela filosofia yorubá propriamente como algo “demoníaco”, mas como um contra-ponto, capaz de nos valorizar as boas atitudes e a testar nosso livre-arbítrio. 

Elenini nos obriga a exercitar o bom-senso e a fortificar iwá (o caráter). 

Todas as ações humanas que enfraquecem o Ori, tais como excessos de álcool, as drogas, a promiscuidade, locais onde Elenini impera, amizades nocivas, facilitam a influência da Yeyemuwo. Ao vencermos nossas fraquezas, derrotamos Elenini. 

Segundo a tradição yorubá, antes de virmos ao mundo, devemos antes fazer uma oferenda a Elenini. Aqueles que teimam e nada ofertam a Elenini, passam por grandes tribulações na vida e nada realizam. 

O poema que relata a vinda do Odu Irosun-Meji para o mundo, menciona sua relação com esta divindade. Vejamos:

“IROSUN-MEJI VEM PARA O MUNDO:

Antes de Irosun- Meji vir ao mundo, foi consultar Ifá.Ifá o avisou para fazer sacrifício com um galo e uma tartaruga para a divindade do infortúnio (Elenini ou Idobo) e um bode para Èşu. Também foi recomendado a dar uma galinha d´angola para seu anjo guardião.

Ele no entanto se recusou a fazer algum dos sacrifícios, e então veio ao mundo onde estava praticando a arte de Ifá. Quando cresceu, era tão pobre que não podia ter recursos para casar sossegado e ter um filho. O sofrimento se tornou tão severo para ele, que este decidiu jogar suas sementes de Ifá fora.

Nesse ínterim, teve um sonho no qual seu anjo guardião surgiu-lhe falando que ele era o único responsável por seus problemas porque tinha teimosamente recusado a fazer o sacrifício prescrito.

Quando acordou de manhã, decidiu consultar seu Ifá e foi então que compreendeu que foi seu guardião que surgiu para ele na noite anterior. Rapidamente providenciou fazer sacrifício para seu Ifá e deu um bode a Èşu.

Ifá avisou-o para retornar para o céu para informar a Olodumare como falhou ao não agradar Elenini. Para seu retorno ao céu, foi avisado a levar um galo, um jabuti, um pacote de inhames, uma cabaça de água, uma de óleo, pimenta, quiabo e rapé.

Ele então juntou todas as coisas e empacotou-as em sua bolsa divinatória (AKOMINIJEKUN ou AGBAVBOKO) e partiu.

Após viajar até o limite entre o céu e a terra, ele teve que atravessar sete colinas antes de chegar ao céu. Lá chegando foi direto ao palácio divino, onde encontrou Elenini (a guardiã da câmara divina – a divindade do infortúnio ou yeyemuwo, a mãe dos obstáculos).

Ele se ajoelhou na câmara divina e proclamou que viera com toda humildade para renovar seus desejos terrestres. Yeyemuwo disse que era ainda cedo da manhã para fazer algum pedido porque não havia comida na casa. De sua bolsa divinatória, ele retirou imediatamente a lenha, água, óleo, pimenta, sal, quiabo, rapé e por fim o galo, todos os quais a mãe dos obstáculos exigiu em troca, em sua usual tática atrasando-o, mas Irosun-meji estava completamente preparado depois disso, yeyemuwo permitiu-o fazer seus pedidos.

Como era proibido ajoelhar-se no chão descoberto, ele então se ajoelhou na tartaruga a qual trouxe da terra. Após fazer seus pedidos, Olodumare o abençoou com seu cetro divino. Quando yeyemuwo ouviu o som do cetro, rapidamente terminou sua culinária, mas antes de ela poder sair, Èşu indicou a Irosun-meji a partir rapidamente para a terra.

Quando a mãe dos obstáculos emergiu por fim da cozinha, perguntou a Olodumare pelo homem que tinha estado fazendo seus pedidos e o pai todo poderoso replicou que ele tinha ido. Quando ela questionou o porquê ele não pediu ao homem para fazer bons e maus pedidos, Deus replicou que não era sua tradição interferir quando seus filhos estavam fazendo seus pedidos.

A despeito de todos os presentes que ele tinha dado a yeyemuwo, ela, no entanto rapidamente partiu em rápida perseguição de Irosun-meji.

Quando estava perseguindo-o, ela cantou:

Ariro sowo giniginimoko;

Irawo be sese le eyin eron;

Oju ima ki irawo ma bi eronise;

Olo Oríre omomi duro demi buwo ooo;

Ele replicou com um refrão de uma canção dizendo que ele já tinha feito o sacrifício e seus pedidos, não faltando nada. Enquanto estava cantando ele estava correndo em frente apavorado.

Quando yeyemuwo viu que ela não conseguiria capturá-lo, ficou quieta e esticou seu polegar e disparou através de suas costas com ele. Aquela é a linha oca que corre por meio da espinha dorsal do ser humano, até hoje, a qual está nos recordando constantemente que a única maneira que nós podemos escapar das longas mãos do infortúnio é fazendo sacrifício.

Com aquela marca yeyemuwo proclamou a Irosun-meji e para o resto da humanidade – nunca lembrar seus pedidos celestes chegando a terra, visto que os olhos não podem ver as costas do corpo e que antes de dar conta de seus pedidos, ele teria que andar nas trevas por um longo tempo e experimentar um processo muito sofrido.

A dor do ferimento fez Irosun-meji inconsciente e ele caiu em um transe de total escuridão. Quando levantou, se achou em sua cama na terra. Ele havia esquecido tudo que aconteceu desde então.

Todavia ele circulou seus negócios e prosperou depois.”

 

Fonte:  Márcio de Jagun

 

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Segunda - feira, 15 Fevereiro 2021 19:14

CONHEÇA O ORIXÁ OLÓSSÁ

OLÓSSÁ

 

 

Olóssá ou Olossa - Na Mitologia Yorubá é a divindade das lagoas. Olóssá é sensível e zelosa. É filha de Òrungan com Yemanjá, mãe de Ajé Salugá. Ganhou de Olókun o poder de governar os lagos que desembocam nos mares. Ligada a Oxum e Nanã, veste-se de verde-claro e suas contas são branco cristal. É a Yemanjá mais velha da terra de Egbadô, não há iniciados no Brasil. Olóssá é também considerada esposa/irmã de Olokun. Seus mensageiros são os crocodilos. Na Iorubalândia, é adorada nas Lagoas e Lagos que precedem à costa Atlântica. Alí é onde são levadas suas oferendas. Se os crocodilos as consumirem, o Orixá as aceitou. É cultuada no Brasil na Lagoa do Abaeté, Salvador, Bahia juntamente com Yemanjá que também é considera Orixá dos Lagos.
Olóssá na mitologia yorubá é a dinvidade das lagoas e é cultuada no Brasil na lagoa do Abaeté,na bahia, juntamente com Yemanjá que também é um orixá das lagoas. Como Olokun se tornou a rainha das águas?? conta a lenda que Olokun,senhora das águas, consultou Ifá em uma época em que as águas não eram bastante para que alguém nelas lavasse o rosto. Se alguém recolhesse água em seu leito recolheria também areia porque ela estava pobre de água. Olóssá,a senhora das lagoas, também consulta Ifá em uma época em que suas águas não eram o bastante para que algúem nela quisesse lavar os pés, sujar-se-ia de lama e areia,pois havia na lagoa muito pouco água. Olokun e Olóssá foram ambas até aos pés de Orummilá rogar-lhe para examinar os seus problemas, e ambas queriam tornar-se as maiores do mundo!! Orummila respondeu que se elas pudessem fazer as oferendas que ele escolheu para elas,suas vidas seriam um sucesso! Ele disse que Olokun deveria oferecer 200 cobertas pretas,200 cobertas brancas, 1 carneiro e 26.000  Búzius da costa,depois ele recomendou a Olóssá que fizesse o mesmo. Olokun fez as oferendas, ela empregou tudo que possuía,e até chegou a empregar-se como serva para completar as oferendas. Olóssá também fez as oferendas com tudo que possuía,porém suas oferendas não foram completas porque ela não encontrou aonde trabalhar. Oxum , a senhora dos rios, elegante senhora do pente coral,consultou a Ifá no dia que iria conduzir todos os rios,pois os rios não sabiam em que direção seguir,não sabiam se iam para frente ou para atras, e haviam pedido conselhos a Oxum. Ifá respondeu: tú oxum vai a um certo lugar e neste lugar será muito bem recebida e os outros rios te seguirão. Nenhum outro rio poderá proceder-te em nenhum lugar onde estiveres presente....Oxum reuniu todos os rios e os rios a seguiram todos juntos. Quando chegaram a beira da lagoa [Olóssá] eles cobriram completamente a lagoa e quando chegaram no mar [Olokun] encontraram-se com as águas salgadas e as cobriram. Foi colocada a questão: quem seria a rainha do mar?? já que os rios junto com as lagoas misturaram-se com o mar? eles discutiam aqui e acolá essa questão, então Olokun disse: não importa, pois o território em que vocês se encontram é meu!!! os ânimos ficaram forte e então Olodumarê se manifestou: A QUE POSSUI TERRITÓRIO É A RAINHA! com isso Olokun foi por direito a rainha. Olóssá disse aos rios que se retirasem de suas terras e de suas águas, mas os rios não encontraram saída por onde passar, e permaneceram na lagoa .Assim sendo, Olóssá foi eleita a segunda pessoa depois de Olokun junto com Oxum. A cada ano todos os rios vem adora-la, pois foi assim que Olokun e Olóssá se tornaram populares na terra e famosa como Oxum nos mundos dos deuses.

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Segunda - feira, 15 Fevereiro 2021 13:06

CONHEÇA O ORIXÁ ORANIAN

ORANIAN

 

 

Òrànmíyàn (Oranian) foi o filho mais novo de Odùduà e tornou-se o mais poderoso de todos eles; aquele cuja fama era a maior em toda a nação iorubá. Tornou-se famoso como caçador desde a juventude e, em seguida, pelas grandes, numerosas e proveitosas conquistas que realizou. Foi o fundador do reino de Oyó. Uma de suas mulheres, Torosí (Torosi), filha de Elempe, o rei da nação Tapa (ou Nupê), foi a mãe de Xangô, que mais tarde, subiu ao trono de Oyó. Oranian instalou um outro filho seu. Eweka, como rei em Benim, tornando-se ele próprio Óòni de Ifé.
Oranian foi concebido em condições muito singulares, que, sem dúvida, espantariam os geneticistas modernos. Uma lenda relata Omo Ogum, durante uma de suas expedições guerreiras, conquistou a cidade de Ogatún, saqueou-a e trouxe um espólio importante. Uma prisioneira e rara beleza chamada Lakanjê agradou-lhe tanto que ele não respeitou sua virtude. Mais tarde, quando Odùduà, pai de Ogum, a viu, ficou perturbado, desejou-a por sua vez e fez dela uma de suas mulheres. Ogum, amedrontado, não ousou revelar a seu pai o que se passara entre ele à bela prisioneira. Nove meses mais tarde. Oranian nascia. Seu corpo era verticalmente dividido em duas cores. Era preto de um lado, pois Ogum tinha a pele escura do outro, como Odùduà, que tinha a pele muito clara.
Essa característica de Oranian é representada todos os anos em Ifé, por ocasião da festa de olojo, quando o corpo dos servidores do Óòni é pintado de preto e branco. Eles acompanham Óòni de seu palácio até Òkè Mògún, a colina onde se ergue um monólito consagrado a Ogum. Essa grande pedra é cercada de màrìwò òpè, franjas de palmeiras desfiadas, e, nesse dia, os sacrifícios de cão e galo são aí pendurados. Óòni chega vestido suntuosamente, tendo na cabeça a coroa de odùduà, É uma das raras ocasiões, talvez mesmo a única do ano, em que ele a usa publicamente, fora do palácio. Chegando diante da pedra de Ogum, ele cruza por um instante sua espada com Osògún, chefe do culto de Ogum em Ifé, em sinal de aliança, apesar do desprazer experimentado por Odùduà quando descobriu que não era o único pai de Oranian.
Oranian, como já dissemos, foi o fundador da dinastia dos reis de Oyó. O mito da criação do mundo tal como é contado em Oyó atribui-lhe esse ato e não a Odùduà.
Estes dois personagem são os fundadores das respectivas linhagem reais de Oyó e de Ifé, o que bem demonstra que o mito da criação do mundo é, de uma lado e outro, o reflexo da lenha histórica da origem das dinastias que dominam nesses dois reinos.
A supremacia estabelecida por Oranian sobre seus irmãos nos é narrada em uma lenda recolhida no século passado Oyó:
“No começo, a terra não existia… No alto era o céu, embaixo era a água e nenhum ser animava nem o céu nem a água. Ora, o todo-Poderoso Olodumaré, o senhor e o pai de todas as coisas… criou, inicialmente, sete príncipes coroados… Em seguida… sete sacos nos quais havia búzios, pérolas, tecidos e outras riquezas. Criou uma galinha e vinte e uma barras de ferro. Criou, ainda, destro de um pano preto, um pacote volumoso cujo conteúdo era desconhecido. E, finalmente, uma corrente de ferro muito comprida, na qual prendeu os tesouros e os sete príncipes. Depois, deixou cair tudo do alto do cér… No limite do vazio só havia água… Olodumaré, do alto de sua morada divina, jogou uma semente que caiu na água. Logo, uma enorme palmeira cresceu até os príncipes, Oferecendo-lhe um abrigo grande e seguro, entre as suas palmas. Os príncipes se refugiaram ali e se instalaram com suas bagagens. Eram todos príncipes coroados e conseqüentemente, todos queriam comandar. Resolveram separar-se. Os nomes desses sete préncipes eram: Olówu, que se tornou rei do Egbá; Onisabe, que se tornou rei de Savé; Orangun, que reinou em Ila; Óòni, que foi soberano de Ifé; Ajero, que se tornou rei de Ijerô; Alákétu, que reinou em Kêto; e o último criado, o mais jovem, Òrànmíyàn, que se tornou rei de Oyó.
Antes de se separarem para seguirem seus destinos, os sete príncipes decidiram reparti entre eles a soma dos tesouros e das provisões que o Todo-Poderoso lhes havia dado. Os seis mais velhos pegaram os búzios, as pérolas, os tecidos e tudo o que julgaram precioso ou bom para comer. Deixaram para o mais moço o pacote de pano preto, as vinte e uma barras de ferro e a galinha… Os seis príncipes partiram à descoberta nas folhas de palmeira. Quando Oranian ficou sozinho, desejou ver o que continha o pacote envolto no pano preto. Abriu-o e viu uma porção de substância preta que ele desconhecia… sacudiu então o pano e a substância preta caiu na água e não desapareceu. Formou um montículo. A galinha voou para pousar em cima. Ali chegando, ela pôs-se a ciscar essa matéria preta, que se espalhou para longe. E o montículo se ampliou e ocupou o lugar da água. Eis aí como nasceu a terra.
Oranian apresou-se em descer para o domínio, assim formado pela substância negra, e tomou posse da terra. Por sua vez, os outros seis príncipes desceram da palmeira. Quiseram tomar a terra de Oranian, como já lhe haviam tomado, na palmeira, sua parte dos búzios, das pérolas, dos tecidos e dos alimentos… Mas Oranian tinha armas; suas vinte e uma barras de ferro haviam se transformado em lanças, dardos, fechas e machados. Com a mão direita, ele brandia uma longa espada, e lhes dizia: “Esta terra é só minha. Lá em cima, quando me roubaram, vocês me deixaram apenas esta terra e este ferro. A terra cresceu e o ferro também; com ele defenderei a minha terra! Vou matar todos vocês. Os seis príncipes pediram clemência, rastejaram aos pés de Oranian, suplicantes. Pediram-lhe que cedesse uma parte de sua terra para que pudessem viver, e continuar príncipes… Oranian poupou-lhes a vida e deu-lhes uma parte da terra. Exigiu apenas uma condição: esses príncipes e seus descendentes deveriam permanecer sempre seus súditos e de seus descendentes; deveriam, todo ano, vir presta-lhe homenagem e pagar os impostos na sua cidade principal, para demonstrar e lembrar que eles tinham recebido, por condescendência, a vida e sua parte de terra. Eis aí como Oranian tornou-se rei de Oyó e soberano da nação iorubá é, de toda a terra.”
Porém, Ifé reivindica a preponderância sobre Oyó. É em Ifé que está guardado o sabre de Oranian, chamado “sabre da Justiça”, que os reis de Oyó devem segurar nas mãos durante as cerimônias de entronização, para garantir sua futura autoridade.
Vêem-se ainda em Ifé duas outras relíquias de Oranian: um grande monólito, o Òpá Òrànmíyàn, seu escudo.

 

Fonte: Pierre Fatumbi Verger

 

 

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Segunda - feira, 15 Fevereiro 2021 12:51

CONHEÇA O GRANDE ORIXÁ OKÔ

ORIXÁ  OKÔ

 

Orixá  Okô  é o Deus da Fazenda, o Deus da Agricultura, uma Divindade de suma importância na Cultura Yorùbá, mas pouco conhecido no Brasil. No Terreiro de Òsùmàrè ele é festejado há séculos, por meio de obrigações internas e cânticos que destacam o seu grande poder sobre a agricultura. No Candomblé, a exemplo das folhas e água, usamos em abundância os grãos, tubérculos e frutos que a agricultura nos fornece, razão que já evidencia quão importante esse Òrìsà é para a nossa cultura.

Uma antiga história Nàgó, conta que um grupo de pessoas de uma cidade resolveu tramar contra “Olasi”, eles falaram que quando Olasi saísse da sua fazenda eles iriam roubá-lo e bater nele. Essas pessoas tinham grande inveja de Olasi, pois ele tinha grande facilidade em cultivar a terra.

Quando Olasi ficou sabendo da intenção dos seus inimigos, resolveu consultar Ifá, o grande Deus do Oráculo. Ifá disse à Olasi que ele deveria permanecer em sua fazenda por um longo período, cuidando das coisas da terra e que não retornasse à cidade, num período mínimo de um ano. Assim Olasi fez. Nesse período, as pessoas da cidade próxima a fazenda de Olási começaram a passar por grandes dificuldades. As mulheres não engravidavam mais… Os homens não conseguiam trazer alimentos para casa… Toda a cidade ficou em caos.

Nesse período, Olási ficou plantando tudo o que conseguia, criando dessa forma, uma grande produção. Na fazenda de Olasi havia de um tudo. Inhame, milho, feijão, Obì, tudo em abundância. Mas ninguém da cidade desfrutava de toda essa fartura, pois Olasi não retornou mais à cidade.

Prestes de completar um ano, um ancião da cidade consultou Ifá para saber o que a população deveria fazer para que tudo voltasse ao normal. Por meio do jogo, ele descobriu que tudo o que estava acontecendo foi em razão da traição que algumas pessoas da cidade iriam fazer à Olasi. Ifá disse ao ancião, que ele deveria reunir todas as pessoas da cidade e que juntos, eles deveriam ir à fazenda (Oko) de Olási, levando bebidas, tambores e tocando flautas. Quando lá chegassem deveriam pedir perdão à Olasi, pedindo que ele regressasse à cidade.

No outro dia, o ancião reuniu a população da cidade e comunicou o recado de Ifá. Todos foram tocando tambores até a fazenda, quando lá chegaram ficaram maravilhados com tanta fartura, com tantos inhames, com tanto milho. Quando Olasi foi recebê-los eles começaram à gritar: “Òrìsà Oko!!! Òrìsá Oko!!! Òrìsà Oko!!!” (Deus da Fazenda, Deus da Fazenda, Deus da Fazenda).

A partir daquele momento, ele nunca mais foi chamado de Olasi, todas as pessoas o chamavam de “Òrìsà Oko”. Ele perdoou a população, mas disse que, todos os anos as pessoas deveriam fazer uma grande procissão agradecendo por tudo de bom que a terra lhes oferecia. Òrìsà Oko deu a população muitos grãos e inhames e eles voltaram para a cidade em procissão, agradecendo à Òrìsà Oko.

Assim nasceu a procissão de Òrìsà Oko, o Deus da fazenda, o Deus da Agricultura.

Que Òsùmàrè Arákà esteja sempre olhando e abençoando todos!!!

Ilé Òsùmàrè Aràká Asè Ògòdó

 

Fonte: O Candomblé

 

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Segunda - feira, 15 Fevereiro 2021 12:33

OS SEGREDOS DE EGUNGUN

EGUNGUN

 

BABA EGUNGUN OLOMO KI NSUN O

MAA SUN KI O MAA GBAGBE ILE

MA FI OWO DIGI IGBAGBE MU LORUN

 

UM ANCESTRAL QUE POSSUI FILHOS E DEVOTOS NAO DORME

NÃO DORME E NAO ESQUECE SUA CASA

NO ORUN, MEU PAI, JAMAIS ABRACE A ARVORE DO ESQUECIMENTO (JAMAIS ESQUEÇA AS PESSOAS QUE TE LOUVAM)

 

De acordo com o Corpus literário de Ifa, Ori reside alternativamente na terra (aye) aonde somos conhecidos como ara aye (habitante da terra) e no Orun, espaço ancestral, aonde somos conhecidos como Ara Orun, ou cidadão do orun. Sendo assim, podemos concluir que a crença na ancestralidade esta baseada em dois conceitos extremos: 

Aye - mundo concreto 

Orun - espaço ancestral 

 

É sabido por todos, que os seres humanos têm sua origem ligada a um destino que começa a ser determinado no momento da fecundação, e que, sendo assim, o mesmo passa por dois estágios, nascimento e morte, ou seja, dois nascimentos, uma vez que na concepção yoruba, a morte não é o fim e sim, apenas o inicio de um novo ciclo.

O EMI (função vital que interage junto à ori) perpetuasse, uma vez que o mesmo esta associado ao nosso duplo no Orun (egbe orun), sendo assim independente de que ciclo Emi esteja associado , o mesmo circula entre o Orun e o Aye, criando um movimento e assim a possibilidade de manutenção concreta da energia ancestral.

Sendo assim, podemos concluir que sem a presença de Ori, e também do Emi, tornasse, sem sombra de dúvidas, impossível cultuarmos a ancestralidade.

Independente da idade do Baba Egun, com certeza, o mesmo para ser assentado necessitou de Ases da pessoa a qual aquele ancestre trará proteção, e o seu culto, na comunidade fará com que, com o passar do tempo, o mesmo abençoe seus devotos, saindo apenas do âmbito familiar.

Então faremos a clássica pergunta, se baba egun esta ligado a ancestralidade individual, como o mesmo pode abençoar mais de um devoto?

E também, como seria possível um Oje invocar e evocar seu baba egun independente do local que se encontre?

A resposta a essa questão e muito simples e se encontra presente em uma parte de um determinado Oriki direcionado a Baba Egun:

IBA ENI SOJE KI NTO MORA SÉ

EDUN GBONRAGANDA

A GBE AYE GBE ORUN

 

O grande venerável que vive entre os vivos e os mortos 

que se dobra em milhares de partes 

cidadão vindo do orun distante

 

MO RI AKUKO KAN SOSO BO IGBA EGUNGUN

Eu tenho um único galo para oferecer a 201 egunguns.

 

Em relação ao fato de um baba egun ser assentado somente em último caso em uma casa de orisa, discordo por diversos fatores:

1) A ancestralidade é algo concreto , enquanto existir o homem , tempo e desejo , existira o culto a baba egun. Em outro oriki de baba egun, dizemos que por mais problemas que tenhamos, nós que temos nossos ancestrais no orun estamos tranquilos, pois todas as nossas aflições e a solução das mesmas se encontram nas mãos de NOSSOS BABAS.

 

2) É NECESSÁRIO ENTENDERMOS AS DIFERENÇAS ENTRE INICIAÇÃO E ASSENTAMENTO:

INICIAÇÃO: despertamos nos seres humanos características que já se encontram presentes em nosso Ori.

ASSENTAMENTO: buscamos suprir algo que não esteja presente em nossa essência.

Sendo assim, o culto a ancestralidade e algo presente na vida dos seres humanos, uma vez que um ser humano sem seus ancestres e o mesmo que uma arvore sem raiz. O fato de que todos podem e devem cultuar sua ancestralidade, seja para buscarem maior movimento em sua vida, seja apenas para agradecermos aos ancestrais a oportunidade de estarmos vivos, seja pelo simples fato de estarmos em contato com energias que foram de sua importância para manutenção de nossa família, nada têm a ver com a questão dos mesmos poderem ou não se tornar sacerdotes de Baba Egun.

OKU OLOMO KI NSUN, O DI OWO BABA MI LORUN.

Um ancestral não dorme, não esquece as pessoas que deixou para traz; a solução de todas as dificuldades em minha vida está nas mãos de meus ancestrais no Orun.

 

Acredito que ao avaliarmos os acontecimentos e a estruturação do culto a Baba Egun na diáspora seja ela brasileira ou cubana, devemos, em um primeiro momento separarmos, fundamentos religiosos e condicionamento cultural. Acredito que pessoas que vieram antes de nós, fizeram o possível, para que nossas tradições se mantivessem através dos tempos, e o fato de eu, particularmente, ter optado por seguir o culto tradicional, em momento algum tira meu respeito, conhecimento e admiração pelas nossas tradições e consequentemente pelas pessoas que lutaram para que ela se perpetuasse.

Porém, reconheço que muito se perdeu. E a falta de determinados conhecimentos fez com que um certo misticismo criasse um determinado temor para justificar muitas práticas.

Aqui dizíamos, até muito pouco atrás, que mulheres não participam do culto a baba Egun, mas podemos perceber, em um dos mais variados ORIKIS - EWI - ESA justamente o contrário:

BI OBINRIN MO AWO

BI OKUNRIN MO AWO

KO GBODO WI

KO GBODO FO

KO GBODO SO

EGUNGUN ILE BABA AJOFOYINBO OOOOO

OMO A REKU , TOSI NU

ODUN BABA WA LA NSE O

 

Igba yi a gbe wa

A mulher que conhece o segredo, não deve revela-lo

O homem que conhece o segredo, não deve revela-lo

Eles não devem abrir a boca

Eles não devem falar

Chegou o Egungun Baba Ajofoyinboooo

que venerando seus ancestrais afasta a pobreza e a doença

estamos venerando nosso pai ,

esse tempo nos será favorável.

 

Aqui dizemos que não se pode tocar em Baba Egun, que o contato com a roupa e prejudicial, mas o que vemos em território africano e totalmente diferente.

Baba Egun com crianças no colo, abraçando seus filhos e devotos, muitas vezes inclusive, louvando, e pedindo proteção a crianças:

EGUNGUN BABA AJOFOYINBO OOOOO

OMO LAGBAJA RE O 

MA JE IKU O PA O 

MA JE ARUN O SE 

JE O DAGBA

KI O GBEYIN BABA ATI IYA 

KI O SE ORI RE 

MA JE OSO , OLOGUN IKA O RI PA 

MA JE AJE OLOGUN IKA O RI PA 

 

Egungun Baba Ajofoyinbo ooooooo

aqui esta o filho de :

proteja-o contra a morte 

proteja-o contra a doença 

ajude-o a viver bastante 

que ele não morra antes dos pais

que tenha muita sorte na vida 

proteja-o para que não seja destruído pelos feiticeiros 

proteja-o para que não seja destruído pelas feiticeiras .

 

Em momentos de dificuldade, crises familiares consanguíneas ou religiosas, Baba Egun, muitas vezes atuam como juízes, uma vez que os envolvidos são levados a sua presença e após a apresentação e correta evocação, são feitos os relatos do ocorrido.

As citações acima mostram a influência e a importância da ancestralidade nas relações sociais e cotidianas. Um ancestral insatisfeito com comportamentos sociais inaceitáveis, como adultério, desrespeito aos mais velhos, transgressões de interdições ou o não cumprimento de leis que regem a vida social do povo, muitas vezes atua como conselheiro, avaliando as situações a aconselhando seus filhos e devotos, para que a ordem seja restabelecida.

Além de prestar auxílio ligado a ordem social, os ancestrais são evocados para auxiliar no progresso da agricultura, garantindo chuvas e boas colheitas, etc.

E impossível avaliarmos os acontecimentos passados, para que possamos entender o porquê o culto a BABA EGUN foi desassociado do culto a Orisa. Mas devo mencionar que o mesmo ocorreu com o Ifa.

Na Nigéria e no Benin, esses cultos não são diferentes, interagem juntos, são partes de um todo e a verdade maior disso tudo esta na IGBA ODU, ou cabeça da existência, representando os dois espaços, Céu e terra, Orun e Aye e as divindades e manifestações energéticas que interagem em conjunto.

Em meu ponto de vista, é impossível falarmos de nossa religião, sem darmos aos ancestrais o verdadeiro papel que eles merecem. Ancestrais não devem ser temidos, devem ser amados e louvados, e nós, Sacerdotes capacitados para trazermos o conhecimento e a liturgia ancestral, devemos nos conscientizar assim como os demais praticantes da importância de ter acesso as possibilidades criadas ao estarem em contato com os mesmos.

Não existe diferenciação dos BABAS EGUNS cultuados na Ilha, dos cultuados no Benin ou na Nigéria, ou mesmo os que podem vir a ser cultuados nos ILES LESSE ORISAS, existe a necessidade de conscientizarmos e prepararmos sacerdotes para que possamos lhes render homenagens.

IBA NBE LENU MI O O

ASE SI NBE LOWO ARA ORUN

E MAA JE IBA O WUN WA O O

SE TE FUN WA , OUN LA NLO

I O BA SI ATO ASE KI NDOMO

BI O BA SI ASE ATO KI NDOMO O O

AWA LASE

ENYIN LATO

AWA LATO

ENYIN LASE

 

A forma correta de saudar esta em minha boca

O ase esta junto ao venerável cidadão que vêm do céu

Permitam que minhas saudações sejam favoráveis

Estou evocando o ase que vc nos deu

Sem o poder do sêmen o ovulo não fecunda

Sem o poder do óvulo o sêmen não fecunda

Vocês são o sêmen

Nós somos os óvulos

 

 
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Segunda - feira, 15 Fevereiro 2021 12:20

IKÚ SEGREDOS REVELADOS

IKÚ

 

 

Ikú, a Morte é um Orixá, designado por Olodumare para uma função derradeira. Existem e são raríssimas, pessoas de Ikú que, evidentemente, não são iniciadas, cumprem normalmente seu destino e tem funções específicas num Ilê Axé.

Oyekú Mejí é primeiro caminho à terra, quando o Odú Oyekú Mejí chegou à Terra, a morte ainda não existia. Orixá Ikú (morte) nasce nesse caminho para cumprir sua função na Terra, Opirá. (FIM).

Oyekú Meji representa essencialmente a Morte, a profunda escuridão, representa também o lado esquerdo, o este e o princípio feminino.

Ikú vem buscar a pessoa no dia derradeiro e esteja nas condições que estiver, para levá-la de volta ao interior da terra, ao ventre de Nanã.

Ikú cumpre rigorosamente sua função e somente aqueles que conhecem os omo-odús de Oyekú Mejí, poderá conversar com a morte, e por um breve tempo. Somente através do Imolê Exú e num determinado Odú é e que se faz oferendas a Ikú, estabelecendo pactos e acordos com Ikú para adiar e afastar a morte, aliado aos bons ebós.

Pai Agenor dizia que: a troca pela vida, através de oferendas, é o ponto central do culto aos Orixás, a vida, nada mais é, que a mais valiosa de todas as trocas e também a mais cara.

As trocas não são eternas, chegará o dia que Ikú terá que cumprir sua função e ainda exigirá oferendas, para garantir que só levará apenas um. Há casos famosos de zeladores que depois de mortos, Ikú voltou algumas vezes para cobrar sua oferenda e não encontrando levava seus filhos, acabando muitas vezes, com a casa de candomblé.

Com Ikú não se brinca, quando Ikú chega o nosso Orixá não está mais conosco, sabe que já cumpriu sua função e somente Orí acompanha a pessoa até o fim.
Axé.

 

Fonte: Fernando D’Osogiyan

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Domingo, 14 Fevereiro 2021 06:07

MAMONA A FOLHA EWÊ LÁRÁ

EWÊ LÁRÁ

 

Nas casas de costumes Iorubá, Fon, Ewe-Fon e Cabinda, a folha da mamona é usada para enrolar ebós, pratos de orixás, fazer sacudimentos e até mesmo em feituras e cortes de Exú. A folha da mamona pertence aos orixás envolvidos com a morte, como Omolú, Oyá, Nanã e demais entidades afros. As mamonas são favas usadas para feitiços, no culto de Egúngún e de Iyá-mí Agbás, pois, serve de ligação cultural e espiritual dos ancestres para com os decendentes.

A mamoneira para a ciência.

Ricinus communis L., conhecido popularmente como mamona, mamoneira, carrapateira, carrapato1 e rícino, é uma planta da família das euforbiáceas, bem como a semente dessa planta. Recebe outras designações, conforme a região: em algumas regiões da África, é abelmeluco; na língua inglesa, é castor bean; na língua espanhola, é ricino, higuerilla, higuereta e tártago.

O seu principal produto derivado é o óleo de mamona, também chamado óleo de rícino. Embora seja usado na medicina popular como purgativo, este óleo possui largo emprego na indústria química devido a uma característica peculiar: possui uma hidroxila (OH) ligada na cadeia de carbono. Não existe outro óleo vegetal produzido comercialmente com esta propriedade. Plantas do gênero Lesquerella também produzam óleo hidroxilado, mas elas ainda não são cultivadas comercialmente. O ácido graxo hidroxilado se chama ácido ricinoleico. Outra importante propriedade do óleo de mamona é ser composto entre 80 e 90 por cento de um único ácido graxo (ácido ricinoleico), o qual lhe confere alta viscosidade e solubilidade em álcool a baixa temperatura. Pode ser utilizado como matéria prima para o biodiesel, mas a quase totalidade do óleo de produzido no mundo tem sido utilizado pela indústria química para produtos de maior valor agregado.

A semente é tóxica devido principalmente a uma proteína chamada ricina, que quando purificada é mortal mesmo em pequenas doses2 . O óleo é de difícil digestão (provoca diarreia), mas o maior risco na ingestão da semente é a toxina ricina. Mais de três sementes podem matar uma criança; mais de oito, um adulto. Possui ainda uma potente proteína alergênica chamada CB-1A ou Albuminas 2S presente nas sementes e no pólen. Um terceiro componente ativo na mamoneira é a ricinina (não confundir com ricina). A ricinina é um alcaloide que pode ser encontrado em todas as partes da planta. Este alcaloide tem efeito sobre o sistema nervoso central e pode causar diversos efeitos como convulsão, melhoria da memória, falta de equilíbrio e outros. As maiores concentrações de ricinina são encontradas nas flores e em folhas jovens.

Os principais países produtores de mamona são a Índia (74%), a China (13%), o Brasil (6,1%) e Moçambique (2,5%) (2011, FAO), sendo os principais consumidores: China, Estados Unidos, França, Alemanha e Japão. No Brasil, a produção está concentrada no Estado da Bahia (67%), seguida do Ceará (15%), Minas Gerais (11%) e Pernambuco (3%).

Temperatura ideal de cultivo deve ser entre 20 a 35o C para que haja produções que assegurem valor comercial, com a temperatura ótima para a planta em torno de 28 C.

 
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Domingo, 14 Fevereiro 2021 06:01

GRANDE PODER DA CABAÇA

O  PODER  DA CABAÇA

 

Um dos grandes mistérios contidos nas religiões afro-brasileiras é o uso ritualístico da cabaça. Alguns adeptos chegam desconhecer esse fundamento, mas esse pequeno texto ressaltará a importância desse elemento especialmente dentro do culto de Exu.
Em primeiro lugar, todos devem ter ciência que a cabaça é um fruto e suas sementes são comestíveis. Provavelmente em épocas remotas tenha se espalhado pelo mundo através dos rios e mares, afinal, por serem lacradas e flutuantes, suas sementes estão protegidas. Ao encontrarem solo favorável germinavam. Por tal motivo arqueólogos já encontraram artefatos feitos em cabaças em diversas culturas espalhadas pelo mundo.
Esse é o primeiro mistério desse fruto: “Proteção”! É um elemento que protege suas sementes e resiste às jornadas da vida. O segundo mistério é: “Expansão e Crescimento”, pois a partir do primeiro pé se espalhou pelo mundo inteiro. Esse princípio é descrito nos cultos afro como ‘àdó-iràn’ ou a cabaça que contém a energia/força que se propaga. Segundo o culto Yorubá, quando Èsú aponta a ponta de sua cabaça para algo, transmite seu àsé (energia vital). A cabaça pontiaguda possui uma relação esotérica com a própria força masculina e dinâmica, como se representasse o aparelho reprodutor masculino (falo, bolsa escrotal e os espermatozoides-sementes).
“...Nas religiões afro brasileiras, a cabaça é igba, na terminologia nagô, que representa o universo, o masculino e o feminino; o símbolo da união de Obatalá e Oduduwá, o Céu e a Terra...” (Jeff Celophane)
Dentro do culto africano, Èsú é tanto portador do sêmen como do útero ancestre, além de ser condutor do princípio da vida individualizada. A Quimbanda também entende dessa maneira, entretanto, separa as funções por polaridade, ou seja:
- Exus, positivos, dinâmicos, portadores do falo mítico (Okane) cuja cabaça pontiaguda representa a energia masculina.
- Pombagira, negativa, receptiva, portadoras dos segredos do útero ancestre cuja cabaça é arredondada.
As sementes da cabaça pontiaguda possuem propriedades espirituais fortíssimas que podem descarregar energias nocivas e carregar o corpo com energias dinâmicas. Um banho feito com tais sementes propicia ao adepto forças de abertura de caminhos. Já os banhos feitos com as sementes da cabaça arredondada (similar a um coco) funcionam como forte atrativo de energias vitais. Algumas mulheres tomam banho de semente de cabaça para engravidar.
Certo é que a cabaça possui vários usos. São excelentes recipientes para os pós e pembas mágicas, pois asseguram que a energia não se dissipe. Cortadas horizontalmente são as cuias apropriadas para o uso nos banhos de ervas, pois fornecem parte da história de sua evolução para o líquido (sangue verde).
Nossa Tradição também gosta de servir o marafo ao Povo da Mata (Exus e Pombagiras) em pequenas cabaças cortadas horizontalmente. Chamamos esses instrumentos de “coité”. Dessa forma as bebidas recebem os mistérios de vida e morte contidos na cabaça.
Existem práticas obscuras feitas com a cabaça, tais como explodi-las com a tuia (pólvora) para afastar e eliminar os inimigos. Nessas ocasiões é cantado o ponto:
“Exu quebra a cabaça, espalha a semente, afasta todo mal que ronda a gente!”
As cabaças são usadas para muitos feitiços e mirongas. Suas propriedades são perfeitas para uma infinidade de práticas. Lembramos que é um dos materiais indispensáveis nos assentamentos de Exu e, em certos casos, tornam-se o vaso que Exu é assentado.

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Sábado, 13 Fevereiro 2021 21:04

FOLHAS SAGRADAS DOS ORIXÁS

FOLHAS  SAGRADAS

 

 

O Candomblé é uma religião de matriz africana que cultua os Orixás e toda a Natureza. Por este motivo todos os rituais realizados numa casa de axé contam com as presenças de muitas ervas, muitas folhas sagradas. Pelo fato de se usar o dialeto Yorubá nas conversas entre o povo de santo, explicaremos abaixo os nomes das folhas também no idioma portugues para facilitar o entendimento dos internautas visitante do nosso site. Assim postaremos abaixo os nomes das folhas em Yorubá com a tradução para portugues.

 

Abafe ilé = fedegoso

Rékúrékú = fedegoso roxo

Olugboró = fedegoso rasteiro

Ábajé = folha do inhame

Agbalakosé = falsa mosqueia

Ariwó = chama mosca

Ilákósín igbó = folha de amêndoa

Ábamódá = sangue lavo

Érú odudu = folha da costa

Kantikanti = saião

Kóronpón = coitama

Ábárá oké = folha de baunilha de nitre

Ábebe osun = erva capitão

Abékó = arroz bravo

Abéikó = folha de arroz

Abíkóló = erva botão

Arójóku = erva da noite

Orójókú =dama da noite

Áárágbá = erva meio dia

Abírunpó = folha do maracujá

Abitolá = cambará vermelho

Abo = araticu da areia

Aréré = capim matreiro

Áfón = capim transassem

Abo ógánmó = andrioba

Éfuu yá = folha do algodão

Abojájá = caruru da Bahia

Ajégbéhin = bredo do campo

Abo lábejábe = capim tiririca

Abo réré = fedegoso verdadeiro

Abo oriré = capim mata pasto

Opa iku = quarana

Asíwmáwú = folha de abóbora

Adáwérésewéré = folha da cabaça

Abo yareré = folha do pepino

Afé = araticun do brejo

Afegiagagaké = pinha do brejo

Afóforo igigbalodé = jasmim de caiena

Afóforo óyínbó = margosa

Afómom = erva passarinho

Áfon = espinhela falsa

Ágánerigbo = capim aranha

Ayáná móigbó = gloriosa

Móórá = folha da amoreira

Ewéajé = fumo bravo

Yángámú ódán = fumo roxo

Oná pupa = erva de santa Maria vermelha

Kádúnkódun = mamona branca

Agemó kodún = capiçobá erva lanceta

Agidimagbáyin = erva de vassorinha

Ágbádó = fruto do milho

Igbádo = folha do milho

Oká = sabugo

Yangá funfum = milho branco

Eringbádó = folha do milho de pipoca

Erinká = milho roxo

Eginrin ágbádó = folha do quiabo roxa

Elépéé inlá = folha do quiabo branca

Ijééré = capim santo

Ágbáon = imbaúba ou umaúbá

Ágbásá = folha do aniz

Átápári = pimenta dedo de moça

Átáári órukó = pimenta malagueta

Agbári óbukó = folha ardida ( qualquer folha ardida )

Igi ágbón = palmeira da Bahia

Agbémó = folha de batata doce

Agbemó okun = folha da batata doce roxa

Agogô = brinco de princesa ( todas as folhas e flores que imitam um sino )

Agogô igun = crista de galo

Óógun = folha que imitam uma espada ou faca

Ogbé akunkó = crista de galo branca

Akunkó Dudu = crista de galo preta

Akunkó fumfum = crista de galo branca

Ahon ekú = falso cardo

Ehún arúgbó = cânhamo brasileiro

Ópípí = canela de velho

Ópípí oko = folha de canela de velho roxa

Ájágbáo = folha de tamarindo

Ajígbawá = campainha vermelha

Atéwó edún = campainha rosa

Ájobi fumfum = aroeira branca

Ájobi pupa = aroeira vermelha

Jinjin = bredo da terra

Ákáro = dinheiro em penca

Akesse = algodão gigante ( também é dado este nome para a paineira )

Akínsálé = juá e pitanga

Ejirin ajé = jeticuçu

Ejirin odan = fruto da pitanga

Ejirin olokun = bétis cheiroso

Akoko = folha do precipício de ligação com aiye e orum

Ako iré = pau cadeira

Ako ewuro adó = cruz de malta

Ewúro adó = erva de santa luzia

Iram = dormideira

Irowo = dormideira

Ikúúúkú erin = canábis sensitiva

Aládé = erva de são bento

Aládum =olho de cabra

Ewé aladun = olho de pombo

Mééssén sé itákun = ervas 9 pontos

Alákéssi =são gonsalinho

Aláwéré = língua de vaca

Ajígbórere = beldroega grande

Gburé = Mangerona

Áló = cara do Pará

Agandán = cará moela

Ábájé = 7 sangre sangria

Apépé = capim marmelada

Aginipá = erva mata pinto

Óparapá = erva de cavalo

Óló = espanta aranha

Pá-nságá = quebra demanda

Álubosá (Alobaça) = cebola branca

Álubosá pupa = cebola roxa

Alubosá ketá = cebola de gomos

Élubósá = cebola em folha

Álúbósá élewé = cebolinha branca

Álukerese = jitirama

Álukí = aspargos

Álupáiydá = língua de galinha

Amú = sete sangria

Amúkú = leguminosa = malicia das mulheres

Amúkúlo = erva mimosa

Amúnibímo = caiapós

Ánamó yáyá = ( leguminosa batata doce _

Édunmisi = ( leguminosa batata comum )

Kúnkunkundu = ( leguminosa batata roxa )

Ódundunku = mil homem

Ánkémi léti = erva jarrinha

Ápahá = procaxi da folha grande

Paálá = folha de inhame

Kákó = erva de banha

Ápako = bambu

Pákó = folha do bambu

Apárum = broto do bambu

Opa = a raiz do bambu

Ápalá = abóbora amarela = moranga

Ápáárá = sucupira

Ápáoká = folha da jaca

Taponrunrin =fruto da jaqueira

Ápejébi = sete sangria

Aparejó = dois amores

Árágbá = mafumeira

Égungun águun = erva polido

Éégun =sumaumeira

Owó éégun = sabugueiro

Ágbungun = espada se são Jorge

Áridan ( leguminosa = fava )

Áidan =a folha do pé de eridan

Ariwó = cânhamo

Árun sánsán = metrastro

Imiesú = mastruz

Akó yúnyun = mastruz rasteiro

Ásárágogo = vassoirinha de relógio

Ásikutá = malva amarga

Ásikutá ajikútú = malva cheirosa

Ásínwówo = Maria preta

Atá isénbáye =pimentão

Atá pupa =pimentão vermelho

Ataré =pimenta da costa

Atá olóbénkán = pimenta malagueta

Óbúró = amolo

Atalé = gengibre

Dánguró = capim gordura

Átójó átérún = capim gomoso

Atójó kérére =capim marianinha

Átoríí = goiabeira

Átomirina = sabugueiro

Atúnmotó = andu do mato

Awó erédé = manjericão

Aiyrinré = coração de negro

Bánbaná = salsa

Aíyó = alho

Ayó pupa = alho roxo

Bááká = palma de santa Rita

Banii =aroma

Beréfutu =malmequer

Burefú =fruta pão

Bommubomu = flor da seda

Bonníii = esponjeira

Bújé =´jenipapo

Dágírí dobo = trombeta

Dandá labe labé =navalha de macaco

Dánguró = carrapicho rasteiro

Diamba =maconha

Dógbódógbó =capim de cheiro

Eéssun = capim elefante

Éesún fun fun =capim branco

Éesún pupa = capim vermelho

Ésísún = cana de burro

Ikésén =cna de açúcar

Éékún ahún = cardo do México

Eékun ahún = abacaxi

Éénmó éyé = capim do pombo

Éé´rú = pimenta do reino

Éérunjé = malagueta preta

Éfirin = assa peixe

Ééfirin = manjericão

Awó erédé pupa = manjericão roxo

Amúnú tutu pupa = folha da beterraba

Amúnú nlá ( leguminosa = beterraba )

Efó tété = cauda de raposa

Efó iyarin = língua de vaca

Efunlé = erva corre corre

Égbá = erva do mangue

Igba Dudu = arvore do caranguejo

Atanká = falso oro

Égé = feijão branco

Isé ááá – folha do feijão branco

Olojú edun = feijão de fava

Égé fun fun = mandioca

Egélé = erva passarinho

Égúnmó = figueira do inferno

Égunmólé = erva m,oura

Éhínmsówó = quebra pedra

Ejáómodé ou osibatá = baronesa

Ejírín = balsamo

Ewéejirinm = melão de são Caetano

Éjirinwéré =fruto da cobra

Ejó ógunm = fedegoso

Réré pupa – cerne do campo

Ej´pokun = café do mato

Éésíny = café

Ewé iná = folha do café

Awureépé = alucinógena folha da noite

Ékájú = caju

Ekéilé = jasmim da terra

Ekelegbará =Maria perpétua

Ekeleiyn = bonina

Ékó ómodé = graviola

Ékunkun = vácua

Ékunkúnahun = ananases

Ékuruin = malva branca de Santarém

Ékunrin oko = malva guaxima

Elédá wóró =capim mimoso

El´gué = cardo santo

Eleguédé = jerimum

Éjóju = cajueiro

Elékikóbiy = tâmaras

Elekú =cambárá roxo

Elésin másó = picão roxo

Ajísomolabiolá = carrapicho de agulha

Émi =limo da costa

Emi emi = limo do brejo

Émigidi = limo da terra

Émi gbégi =limo da água

Oju isin =caaxira

Épágidi =amendoim

Erééahun = feijão de corda

Erú bujé = assaca

Erúinagbó = cravo de defunto

Éru isápá = fava branca

Eérúúgbó = vime

Éru óórungó =erva cidreira

Esá = cânhamo brasileira

Gbají = capim galinha

Gbégi = capim pé de galinha

Gsisi =urtiga

Ésin = abóbora da guiné ( mugongo)

Esófelejé = trombeta

Estí = falsa erva cidreira

Estitáré =maricotinha

Éwáowo = manjericão

Éwoá = feijão

Éwoá Dudu = feijão preto

Ew´wsugu = feijão fradinho

Eweajé = erva da infelicidade

Ewé arán = lombrigueira

Ewé baba = tapete de osala (Boldo)

Ewé dújútona = arrebenta pedra

Ewé epe = cansanção branco

Ewé firiri = taquari

Ewé ida orisa = espada de são Jorge

Ewé inon = folha do fogo

Ewéisin = cascaveleira

Ewwiyá = capeia

Ewé lara funfun = mamona branca

Ewélára pupa = mamona roxa

Ewéméssan = para raio

Ewéodé = carrapicho beiço de boi

Ewéokowo = erva vintém

Ewé owu =algodão

Ewé oiyá = casuarina

Peregun = paud!agua

Peregun funfun = coqueiro de Vênus

Perregun mo inon = pau dagua roxo ( peregun vermelho)

Pwétete = bredo

Awuaró =afuma

Fálakuni = corredeira

Ofáetu =taquarinha

Gbági = pata de vaca

Gboroáyágbá = salsa da praia

Ibépe = mamoeiro

Ida oiya = espada de oya ou espada de santa bárbara

Infin =malvaisco

Óóréé = junco bravo

Ifú =cana de vassoura

Igi pupa = ( toda arvore que da uma folha vermelha _)

Igba aja = jurubeba

Igédu = cana do mar

Igiope = dendezeiro

Mariwô = folha do dendezeiro

Kóókó = capim guiné

Ikó = jupati

Apakó = cordão de frade

Óká = cordão de são Francisco

Ilá = quiabeiro

Inlá – quiabo

Imi iyni =capim formigueiro

Imi ologbó = erva ferro

Imu =azedinha

Imurin etáwa = trevo de três folhas

Ipá oloméregun = capim santo

Ipápó = ingá bravo

Ipólérin = babosa

Iréké = cana de açúcar

Iroko = gameleira branca

Iróeku = verônica

Isápá = quiabo roxo

Iséré ogu = abóbora de pescoço

Isin oká = castanheiro da áfrica

Isú = inhame

Isumi ure = erva de são João

Ita =pitangueira

Itété = janauba

Iyábeiyn = erva mãe boa

Yyálodé = pinhão dos barbados

Abojájá =caruru do brejo

Ijékonjó = cipó milomem

Olátorijé = poejo

Ájofá = urtiga vermelha

Kajókajó = guaraná ( folha )

Kálefemiji =mimosa

Óririjáá = bochas de cipó ( para banho )

Kankinsé = maracujá

Kanran = ébano

Kanreji =carqueja

Óóru = cordão de frade

Kurukurawó = batatinha

I[obótujé = pinhão roxo

Ilkárá = recinto

Iewué = pimenta macaco

Manturussi = erva de santa Maria

Obi = cola

Ódundun =folha da costa

Eleti = folha da fortuna

Ófia = cansanção

Ogédé = banana

Ewéopeogede = folha da banana

Ogédé égbágbá- banana da terra

Óguédé ntiti = banana nanica

Ógiriywi = melancia

Ojájkorijó = folha de são Jorge

Ójuporó = alface da água

Ojusaju = alho da água

Ókiká = cajazeira

Ewé aladun = Trento

Ómúm = todos os tipos de samambaia

Orogbó = folha do ´pé de orogbo = citrous arantinus

Osé igbéélújú = baoba

Óósun = urucum

Ótili = andu

Parufurugbá = maniçoba

Pamámó aluiro = dormideira

Patiogba = folha do fruto do inhame da água

Patunmó = unha de gato

Sájéjé = alecrim

Segbá =abobrinha

Ségunsété = amor cristalino

Soko y´kótó = veludo branco

Tabataba egusu = fumo

Tánrejirin = laranja ou tangerina

Tétéelégunún = bredo de espinho

Tétégundó = cana de macaco

Totódun =alevante

Ekué = tomate

Yáwué =capeia

Yólógbá – erva quebra calçada

 

 

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Sábado, 13 Fevereiro 2021 10:35

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