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Terça - feira, 16 Fevereiro 2021 16:14

OS CARGOS NO CANDOMBLÉ

CARGOS NO CANDOMBLÉ

 

  • Iyalorixá/Babalorixá: Mãe ou Pai em Orixá, é o posto mais elevado do ILê; tem a função de iniciar e completar o ato de iniciação dos olorixás.
  • Iyaegbé/Babaegbé: É a conselheira ou conselheiro responsável pela manutenção da Ordem, Tradição e Hierarquia. Posto somente dado a egbomis muito antigas.
  • Iyalaxé: Mãe do axé, a que distribui o axé. É quem escolhe os Oloyés de acordo com as determinações superiores.
  • Iya kekerê ou baba kekerê: Mãe pequena e Pai pequeno do axé ou da comunidade. Sempre pronta a ajudar e ensinar a todos no Ilê, substituto eventual da Yalorixá ou Babalorixá.
  • Jibonan: o cargo de jibonã (ji- dar/bí-nascer/onã-caminho — “dá caminho ao nascimento”,é a mãe ou pai /que cria e são responsáveis pela reclusão do iyawo.
  • Iyamorô: Responsável pelo Ipadê de Exú. Junto com a Agimuda, Agba e Igèna.
  • Iyaefun/Babaefun: Responsável pela pintura dos Iyawos.
  • Iyadagan: Auxilia a Iyamoro e vice-versa. Também possui sub-postos Otun-Dagan e Osi-dagan.
  • Iyabassé: Responsável no preparo dos alimentos sagrados. Todos Olorixás podem auxiliá-la, sendo ela a única responsável por qualquer falha eventual.
  • Iya Sinjé: ligada a Iyabassé nos rituais.
  • Iyarubá: Carrega a esteira para o iniciando. E usa toalha de Orixá no ombro.
  • Aiyaba Ewe: Responsável em determinados atos em obrigações de “cantar folhas”.
  • Aiybá: Bate o ejé em grandes obrigações. Tem sub-posto Otun e Osi.
  • Ològun: Cargo masculino, despacha aos Ebós das grandes obrigações, a preferência é para os filhos de Ogun, depois Odé e Oluwaiyê.
  • Oloya: Cargo feminino, despacha os Ebós das grandes obrigações, na falta de Ològun. São filhas de Oya.
  • Mayê: Mexe com as coisas mais secretas do Axé, ligadas a iniciação do Adoxú.
  • Agbeni Oyê: Posto paralelo a Mayê, divide a mesma causa.
  • Olopondá: Grande responsabilidade na inicição, no âmbito altamente secreto ligado a Oxun.
  • Kólàbá: Responsável pelo Làbá, simbolo de Xângo.
  • Ajimuda: Ajuda a Yamoro com o Ipadê de Exú. Titulo usado no culto de Oya e Geledé, também é um cargo que cuida da casa de Omolú.
  • Iyatojuomó: Responsável pelas crianças do Axé.
  • Iyasíhà Aiyabá: é quem segura o estandarte de Oxalá.
  • Sarapegbé: Mensageiro de coisas civis e de awo.
  • Akòwe: É a Secretária da casa da administração e compras.
  • Babalossayn: Responsável pela colheita das folhas. Cargo de extrema importância.
  • Axogun: Responsável pelos sacrifícios, Ogan de Ogun. Não pode errar. Responsável direto pelos sacrifícios do ínicio ao fim do ato. Soberano nestas obrigações, é quem se comunica com o Orixá para quem se destina a obrigação, transmitindo à Iyalaxé as respostas e mandamentos. Deve ser chamado de Pai. E também possui sub-posto Otun e Osi.
  • Ogalá Tebessê: Dono dos toques, cânticos e danças. Trabalha em conjunto com o Alagbê, possui sub-posto Otun e Osi.
  • Iyá Tebexê: responsável e porta voz do Orixá patrono da casa.
  • Alagbê: Responsável pelos toques rituais, alimentação, conservação e preservação dos Ilùs, os instrumentos musicais sagrados. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao Ilê, o Alagbê, tem de lhe prestar as devidas homenagens “dobrar o Ilù”. Também possui sub-posto Otun e Osi.
  • Alagbá: Âmbito civil do Axé.
  • Àjòiè: Camareira do Orixá. O mesmo que Ekédi,  Iyárobá e Makota.
  • Ojuoba: Posto de honra no Ilê Xangô e possui sub-posto Otun e Osi.
  • Mawo: Grande confiança.
  • Balógun: Título ligado ao Ilê Ogun.
  • Alagada: Ogan que cuida das ferramentas de Ogun.
  • Balódé: Ogan de Odé.
  • Aficodé: Chefe do Aramefá (6 corpos) ligado ao Ilê Odé.
  • Ypery: Ogan ou Àjòiè de Odé
  • Irànsé: iyá responsável pelo ronkó e o iyawo.
  • Alajopa: Pessoa de Odé, que leva a caça para ele.
  • Alugbin: Ogan de Oxalufan e Oxaguian que toca o Il¦ù dedicado a Oxalá.
  • Assogbá: Ogan ligado ao Ilê Omolú e cultos de Obaluaiye, Nanã, Egun e Exú.
  • Alabawy: Pessoa que trabalha na área jurídica e que cuida dos interesses civis do Axé.
  • Alagbede: Pessoa que trabalha no ramo de ferro e metais e forja as ferramentas do Axé.
  • Elémòsó: Ogan ou Àjòiè de Oxaguian, ligados ao Ilê Oxalá e toda sua indumentária.
  • Oba Odofin: Ligado ao Ilê Oxalá.
  • Iwin Dunse: Ligado ao Ilê Oxalá.
  • Apokan: Ligado ao Ilê Omolú.
  • Abogun: Ogan que cultua Ogun.
  • Iyá Otun / Babá Otun: braço direito do zelador, pessoa de confiança do zelador.
    Iyá Osí / Babá Osí: braço esquerdo zelador, pessoa de confinça mdo zelador.
    Asògbá: Homem responsável pelo quarto de Omolú.
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Terça - feira, 16 Fevereiro 2021 15:16

TUDO SOBRE O ORIXÁ AYRÁ

ORIXÁ  AYRÁ

 

AYRÁ era um dos servos de confiança de Xangô. Oxalufã (ÓÒNÍ DE IFÈ ) fez uma visita as terras de Oyó onde Xangô (Obá de Oyó) reinava. No caminho de volta Xangô se negou a carregar Oxalufã até seus domínios como uma forma de submissão a Oxalufã, então designou tal missão a Ayrá. Este por sua vez não só ajudou Oxalufã como o carregou nas costas até seus domínios. Ayrá tentou tirar partido da situação intrigando Oxalufã contra Xangô. Ayrá tentou convencer Oxalufã que Xangô fora o único culpado dele Oxalufã, ter passado os sete anos sofrendo maus tratos na prisão de Oyó, acusado de ser o ladrão dos cavalos de Xangô. Mas, Oxalufã não cedeu a seu veneno e perdoou Xangô, que sabedor do acontecido cortou relações com Ayrá pela traição. Oxalufã ficou grato pela submissão de Ayrá e lhe concedeu o título de seu primeiro ministro, fazendo dele seu mais fiél amigo, motivo pelo qual Ayrá come diferente de Xangô.

Foi-lhe concedido comer em sua gamela o arroz, a canjica e o mingau de acaçá, sendo-lhe proibido o dendê e o sal. Por motivo de rivalidade com Xangô, não se deve colocá-los juntos na mesma casa nem em cima de pilão. Sua gamela é oval e seus ornamentos prateados.

Seu assentamento é na gamela oval e não leva pilão. A fogueira lhe pertence e é acesa pelo lado esquerdo. Dentro da fogueira coloca-se:

 

- Um tacho de cobre com 12 quiabos

- Uma pedra, representando o ODUN ARÀ

- Frutas.

 

QUALIDADES

 

Intilé - Veste  branco e é ligado a Yêmanjá Sobá e Oxum Karê. Foi ele quem carregou Oxalufã nos ombros e tentou coloca-lo contra Xangô , dizendo que ele teria passado os sete anos na prisão por culpa de seu filho,Xangô. Por isto existe uma Kizila entre Ayrá e Xangô, não podendo Ayrá ser posto em cima do pilão , pois provoca a ira de Oxalufã. Come com Exú.

 

OSUIBURU - Veste o preto e caminha nas trevas com Exú  e  Egum. Este Orixá  não se raspa.

 

AYRÁ AYRÁ: Come com Oxalá e veste branco. Caminha junto com Ogum Já, se não assenta-lo Ayrá não caminha e a pessoa para no tempo Portanto tem que assentar também Ogum-Já..

AYRÀ OCÌ: Idêntico ao Ayrá Ayrá, só que é calmo.

AYRÀ IBONÃ: É o pai do fogo. Veste branco.

AYRÀ OMONIGI: É um Ayrá muito quente e filho do fogo. Se provocado solta fogo pela boca. Come com Oxum.

ALAMODÉ: É um Ayrá menino. Come com Yêmanjá e Oxaguiã. Ogum-já fica a seus pés.

AJOSSIN: É o dono do camelo. Não tem medo da morte como Xangô de dendê. Veste branco.

EPOMIN: Foi êle quem brigou e destronou Omulú.

ADJAOSSI: O verdadeiro esposo de Obá. Brigou com Ogum-já. Veste branco. Ogum-já fica em outro quarto.

YIGBOMIN ou BOMIN: É bom conselheiro, dono da verdade, reina nas águas junto com Oxum. Não faz nada sem perguntar a Oxalá.

ETINJÀ: Depende de Ogum-já para caminhar, é guerreiro e cruel, não recusa uma batalha. Veste branco.

YBONÂ: É o Ayrá da quentura.

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Terça - feira, 16 Fevereiro 2021 15:05

OS MISTÉRIOS DO OLUBAJÉ

OLUBAJÉ

 

 

É a festa de celebrar os bens da natureza ofertada ao homem, os participantes do Olubajé comem sobre folhas de mamona, pratos naturais que reunem as comidas dos diversos Orixás em celebração a Obaluaiê. As comidas partilhadas com as pessoas estabelece uma aliança entre a comida, o orixá e a natureza. Os elementos da natureza estão representados em seus ingredientes, cria um vínculo entre o sagrado e a memória ancestral de nossas comunidades de terreiro. Obaluaiê, o Rei da Terra (Obá =Rei / Aiyê = Terra) – Senhor das doenças e das curas, conhecido como o dono da varíola e das epidemias. Considerado o médico dos pobres, pois também é orixá da cura. Quando jovem é guerreiro, caçador e lutador. Quando mais velho é conhecido como Omulú (Senhor das terras quentes – Ilé Igbona), é o sábio, feiticeiro e guardião. Cobre-se de palha, escondendo as marcas de seu corpo, e a luz intensa de que é formado e com palha guarda o segredo da vida e da morte. Seu Xaxará serve para espalhar e limpar as doenças do mundo. A ele devemos nosso respeito e consideração, saber silenciar e respeitar o espaço do sagrado e o sagrado que está dentro de cada um de nós. Silenciar para aprender. Caminhar com respeito e cuidar do seu espaço e respeitar o dos demais. Valorizar aquele que caminha desde antes da existência de cidades e vilas, desde antes da idade dos metais, que caminhou por todos os cantos do mundo, vivenciou e superou todas as dores. É um Orixá antigo e severo por saber o que é de fato necessário. É neste momento que reverenciamos Obaluaiê, o Tempo, o Irôko, Ossãe e Oxumarê. Momento de silêncio e aprendizado. São todos Orixás antigos e ligados à sabedoria.

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Terça - feira, 16 Fevereiro 2021 14:45

FUNDAMENTO ENTRE ORIXÁS

FUNDAMENTOS  ENTRE ORIXÁS

 

Na maioria das vezes  estes  fundamentos descritos abaixo  quando aparecem , faz–se  o  primeiro Orixá e vira – se o outro Orixá ainda no Roncó  apenas para receber o ejé .  Em resumo, os fundamentos são os seguintes :

 

 

OGUM – JÁ ( Na Umbanda é Ogum Matinada ) = Fundamento Com Oxalá
OGUM – OARES ( Ogum Beira Mar , Sete Ondas Ou iara ) = Fundamento Com Oxum , Logum e Oxalá

OGUM AIAKÁ ( Ogum Rompe Mato ou Naruê ) = Fundamento com Oxalá e Yemanjá .

OXÓSSI IBUALAMA = Fundamento Com Obaluaiê
OXÓSSI AQUERÃ = Fundamento Com Ogum
OXÓSSI DANADÃNA = Fundamento Com Oxumarê
OXÓSSI MUTALAMBÔ = Fundamento Com Exu
OXÓSSI GONGOBILA = Fundamento Com Oxalá e Oxum

OMULÚ INTÔTO = Fundamento Com Lebára e Oxumarê
OMULÚ AJUNSUM = Fundamento Com Oxalá e Ogum ,
OBALUAIÊ JAGUM = Fundamento Com Lebára , Ogum e Oxaguiã
OBALUAIÊ XAPANÃ = Fundamento Com Nana , Oxalá e Oxossi
OBALUAIÊ AZOANI = Fundamento Com Oxossi
OBALUAIÊ AKEREJÉBE = Fundamento Com Oxumarê

XANGÔ AIRÁ = Fundamento Com Oxalá
XANGÔ AFONJÁ = Fundamento Com Yansã
XANGÔ BARU = Fundamento Com Lebára , Oxossi e oyá


YANSÃ IGBALÉ = Fundamento Com Obaluaiê / Omulu
YANSÃ OYÁ LEIÊ = Fundamento Com Oxossi
YANSÃ OYÁ ALUSTRAL = Fundamento Com Oxum
YANSÃ BAMBURUCENDA = Fundamento Com Egum

OXUM YÊ YÊ APARÁ = Fundamento Com Yansã
OXUM YÊ YÊ PONDÁ = Fundamento Com Oxalá
OXUM YÊ YÊ KARÊ = Fundamento Com Oxossi
OXUM YÊ YÊ ARÊ = Fundamento Com Oxossi
OXUM YÊ YÊ OKÊ = Fundamento Com Oxossi
OXUM YÊ YÊ MUIWÁ = Fundamento Com Xangô


YEMANJÁ ARABÔ = Fundamento Com legbára
YEMANJÁ YÁ SOBÁ = Fundamento Com Orumilá
YEMANJÁ YÁ ASSESSUM = Fundamento Com Oxalá

YEMANJÁ YÁ IEMOWÔ = Fundamento Com Oxalá

YEMANJÁ YÁ SUSSUAMÊ = Fundamento Com Oxalá

YEMANJÁ YÁ OGUM TÉ = Fundamento Com Ogum

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Terça - feira, 16 Fevereiro 2021 14:34

SAIBA TUDO SOBRE OS EBÓS

OS  EBÓS

 

Abaixo os nomes de alguns Ebós e suas finalidades. Existe  uma grande variedade de Ebós. Vamos citar aqui apenas os mais populares.

 

Ebó Etutu: sacrifício propiciatório de purificação para os falecidos ou um Orisa no período de iniciação. (carregado de elementos)
Ebó Iyònu: Sacrifício para transformar a Raiva, Ódio em Afeição ou obter os favores de um Orisa ou Ancestral.
Ebó-Opinodu: Sacrifício de alinhamento do Ori com o Odu pessoal.
Ebori: Sacrifício para Ori e o Orixá  auxiliar.
Ebó-Eledá: Sacrificio de alinhamento e conexão direta com Deus (criador).
Ebó Alafia: Oferecimento de tranqüilidade.
Ebó Omisi: Banho de Expurgação com elementos adequados.
Ebó Omi-Eró: Banho propiciatório de apaziguamento.
Ebó Idamewa: Oferecimento de dízimos ou beneficência (voluntaria), também inclui comidas e banquetes.
Ebó Itasile: Oferecimentos com petições e libações cerimoniais para os Orixá ou Egun Epo Ópé: Oferecimento de Ações de Graças ou Agradecimento com toques de Ilú (tambores), oferendas de Adimu’s e festividade para Ori/Orisha.
Ebó Oresisun ou Sisun: Sacrifício ao fogo. A destruição do sacrifício por fogo constitui a separação de um estado passado para uma dimensão futura.
Ebó-Fifí: Sacrifício às ondas. Situação semelhante ao prévio com o elemento Água.
Ebó Ese: Sacrifício para quem cometeu um pecado, quer dizer desobediências, quebra de tabu.
Ebó Eni: Sacrifício de esteira.
Ebó Ate, Ebo katerun ou Ebo Atepon: Ebó realizado somente pelo Awo de orumilá.
Ebó Epile: Sacrifício de fundação, na finalidade de estruturar um Ile Ifá/Orixá, uma casa residencial ou comercio.
Ebó Todara: Sacrifício bem elaborado de forma bem arrumada e ornamentada, muito bonito e agradável aos olhos, para fins de abundancia e sucesso.
Ebó Pajé: Sacrifício específico para neutralizar Bruxaria agressiva, Feitiços de amarração feitos por mulher feiticeira.
Ebò Epepa: Sacrifício para neutralizar pragas (maldições).
Ebó nifé: Sacrifício para união e harmonia no matrimonio, geralmente é executado com micro incisões no Ori de ambos interessados.
Ebó Awedo: Sacrifício de purificação nas águas de um rio bem limpo.
Ebó Ikuda: Sacrifício para tirar uma pessoa das mãos da Morte (Ikú).
Ebó Agberepota: Sacrifício de proteção contra perversidades de Inimigos físicos ou sobrenaturais.
Ebó Aségbe: Sacrifício de proteção pessoal.
Ebó Itá: Sacrifício executado para Ogum e Ossãe no terceiro dia após uma iniciação de Yaô.
Ebó Ìrán: Sacrifício de defesa e ataque.
Ebó Èró Elegun: Sacrifício para acalmar alguém possuído por Orixás.
Ebó Dìde Abiku: Sacrifício para manter um Abiku na Terra (vivo)
Ebó Tabi Ajé: Sacrifício para se tornar uma Iyámi.
Ebó Nidosù: Sacrifício pra tornar pessoa um iniciado em Orixá.
Ebó Àwúre: Sacrifício para benefícios.
Ebó Ajeru: Sacrifício para conseguir melhorar as finanças.
Ebó Owonini: Sacrifício para atrair dinheiro.
Ebó Arimolé owo: Sacrifício enterrado para atrair dinheiro.
Ebó Afòran: Sacrifício pra escapar de processos na justiça.
Ebó Isègun Òta; Sacrifício pra vencer Inimigos.
Ebó Ìféran: Sacrifício para conquistar Amizade, atrair Amor, Afeição.
Ebó Irogun: Sacrifício para evitar Confusão, Guerras, Desordem.
Ebó Ayekuro: Sacrifício pra acabar com Azar.
Ebó Awórò: Sacrifício para chamar fregueses.
Ebó Ìfa Ènìyàn: Sacrifício para atrair clientes.
Ebó Ìtaja: Sacrifício para ter sucesso nas vendas em comercio.
Ebó Omobi: Sacrifício para obter fertilidade e filho.
Ebó Ipélaye: Sacrifício para longevidade.
Ebó Ajodarà: Sacrifício para ter Boa viagem.
Ebó-Gbéré: Sacrifício de Incisões para penetração do Axé ou para proteção.

 

 

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Terça - feira, 16 Fevereiro 2021 11:30

OS TAMBORES DO CANDOMBLÉ

TAMBORES NO CANDOMBLÉ

( Rum , Rumpí  e  Lé )

 

São três os atabaques em um terreiro, Rum, Rumpi e Lê, sendo o Rum o atabaque maior com som mais grave, é o atabaque responsável em puxar o toque da cantiga que está sendo cantada, no Rum ficaria o Alabê, Ogâ, ou Ogâ de Sala, como é conhecido por todos, seria o Ogâ responsável pelos toques. O Rumpi seria o segundo atabaque maior, tendo como importância responder ao atabaque Rum, e o Lê seria o terceiro atabaque onde fica o Ogâ que está iniciando ou aprendiz que acompanha o Rumpi. O Rum também é responsável para dobrar ou repicar o toque para que não fique um toque repetitivo. Os três atabaques que fazem soar o toque durante o ritual também são responsáveis pela convocação dos Orixás. Além dos atabaques, algumas casas usam também o agogô e o xequerê. Os Atabaques são instrumentos de grande importância dentro da casa, pois, são os segundos assentamentos mais importantes da casa, por isso devemos respeitá-los como se fossem ORIXÁS. Cada um é dado a um Orixá (ou caboclo) variando de casa pra casa. É geralmente feito de madeira de lei como o jacarandá, cedro ou mogno cortado em ripas largas e presas umas às outras com arcos de ferro de diferentes diâmetros que, de baixo para cima dão ao instrumento uma forma cônico-cilíndrica, na parte superior, a mais larga, são colocadas “travas” que prendem um pedaço de couro de boi bem curtido e muito bem esticado por um sistema de cravelhos para os Nagôs e os Gegês, e por cunhas de madeira para os tambores Ngomas, nos Congos e Angolas. O couro também merece cuidados, se passa dendê ou azeite e deixa-se no sol para que o couro fique mais esticado, e possa produzir um som melhor no atabaque. Cada atabaque tem suas obrigações a serem feitas, pois o atabaque representa um orixá. Ele recebe um ritual equivalente ao feito pelo filho de santo daquele Orixá à que é consagrado. Caso precise ser retirado do terreiro para manutenção, deve ser levado pelo ogâ até o altar, ao ariaxé e aos quatro cantos do terreiro antes de sair do mesmo. Tais instrumentos possuem um papel essencial nas cerimônias. Eles servem para manter o ambiente sob uma vibração homogênea e fazer com que todos os yaôs permaneçam em vibração. Somente o Alabê e seus auxiliares, que tiveram uma iniciação, têm o direito de tocá-los. Nos dias de festa, os atabaques podem ser envolvidos com tiras de pano, nas cores do Orixá evocado. Durante a cerimônia, eles saúdam com um ritmo especial, a chegada dos membros mais importantes de outras casas de axé e estes vem se curvar e tocar respeitosamente o chão, durante uma cerimônia, em frente aos atabaques, antes mesmo de saudar o Pai ou a Mãe de Santo do terreiro. No caso em que um desses atabaques seja derrubado ou venha a cair no chão durante uma cerimônia, esta é interrompida por alguns instantes, em sinal de contrição e respeito.

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Terça - feira, 16 Fevereiro 2021 11:20

SEGREDOS DA ESTEIRA NO CANDOMBLÉ

ESTEIRA NO CANDOMBLÉ

 

Esteira, decisa, eni, enin, adicisa, são nomes pertinentes à peça de artesanato, feita de vários materiais: taboa (planta), sisal, palha, etc., muito usada no nordeste do Brasil e em terreiros afro-brasileiros.

Objeto sagrado, muito importante para o povo do Candomblé, fazendo parte de quase todos os rituais como: mesa de oferendas e comidas ritualísticas dos iniciados ou não, mesa de ebós e comidas de Orixás, amparo durante os paós dos iniciados, suporte para ervas durante a sassanha (sasayn), cama do yaô - onde por debaixo dela são feitos os awôs (segredos) da feitura; mesa - sendo base para comidas de ajeun do yaô; mesa e cama no ritual borí, etc.

POR QUE DORMIR NA ESTEIRA?

O Candomblé tem a crença de que os próprios Orixás viveram por algum tempo na Terra. Naquela época onde a humanidade ainda dava seus primeiros passos há milhares de anos, a vida era muito mais ligada a natureza e com menos conforto do que experimentamos hoje em dia.

Os iniciados que ainda estão de preceito, devem por estar com o Orixá próximo a eles durante esse período, imitar alguns dos costumes que os próprios Orixás tinham, quando em sua passagem terrena: dormir em esteiras, comer com as mãos e não se secar após o banho, entre outros.

O luxo de uma cama, um conforto melhor, deve ser deixado para trás, durante os rituais com Orixás, pois nascemos novamente, com as características dos nossos Orisás.
Dormir na esteira representa o retorno ao princípio da vida, o reencontro com a ancestralidade. Dormimos na esteira para ter contato com o elemento que nos deu a vida: A Terra!

Também porque precisamos esquecer a vaidade, as futilidades e os confortos modernos. Estamos renascendo e precisamos fazer isso de forma humilde.
Existe algumas considerações importantes sobre como manusear a esteira, dentre elas cito algumas:
- Pessoas de Orisá masculino carregam a esteira apoiada sobre o ombro direito.
- Pessoas de Orisá feminino carregam a esteira debaixo do braço.

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Terça - feira, 16 Fevereiro 2021 08:34

CARGO DE EKÉDI NO CANDOMBLÉ

EKÉDI  NO CANDOMBLÉ  KETU

 

As Ekedis (Èkèjí) também podem ser chamadas de Àjòyè, Ìyároba, Makota, a depender da tradição da casa ou nação, não entram em transe, ou seja: não incorporam, pois que, precisam estarem acordadas para exercerem sua função. Dentro de uma casa de Santo onde se tem axé, a Ekédi é chamada de mãe e tem o respeito dos demais como tal, afinal uma mulher que escuta, aconselha, ama, cria, consola, alimenta, lava, passa, cozinha,etc , independente de ter gerado é MÃE desde que o mundo existe.

Diz uma lenda do povo Jeje:
“Em uma reunião Orunmilá ordenou que cada vodun escolhesse ainda no ventre da mãe uma criança para que ela fosse o sacerdote do vodun e que não virasse com nada . Já que se na terra fariam voduncis e mais tarde seriam sacerdotes quem zelaria por eles , se todos virassem com vodun quem olharia pela casa de santo por tudo , quem zelaria por eles voduns quando viessem no ori dos vodunces. E Assim surgiu a primeira ekedji do ventre de uma mucama de Azirí”.

Abaixo do Babalorixá/ Iyalorixá a Ekédi faz tudo que todos de uma casa de axé fazem, mas, nem todos fazem o que uma Ekédi faz, dai sua grande importância até o simples ato de enxugar o suor de um Orixá no barracão participação efetiva numa iniciação.

Uma Ekédi comprometida com a divindade que lhe escolheu, tem a obrigação de zelar por suas roupas e apetrechos, por sua segurança e conforto, saber vesti-lo, talvez seja essa uma de suas principais funções.

Esse trato direto com dedicação, amor e carinho com os Orixás, as torna muito próxima deles, ganham a sua confiança, interagem de uma forma única, uma parceria perfeita.

Um boa Ekedi tem que estar sempre atenta ao menor gesto do seu Babalorixá/Iyalorixá, dar ritmo a Casa coordenando funções, observando e sendo os olhos de seu zelador.

A Ekedi cabe a obrigação de manter o foco na preparação dos ebós, mesa de borí, no preparo das comidas secas e axés dos Orixás, impondo-se na cozinha de Santo, exigindo silêncio e concentração pois a energia colocada na confecção de um ebó ou de uma comida de Santo é primordial no andamento das obrigações, estar focada em seus afazeres é fundamental.

Uma antiga iyalorixá dizia que se conhece uma Ekedi pelas unhas, limpando galinha, tirando axé, escarnando ori.

Como os Ogans, as Ekedis são escolhidas pelo Orixá do zelador, que primeiramente serão convidadas, cabendo a eles o direito de não aceitarem a responsabilidade, mas, em aceitando, serão suspensas e posteriormente confirmadas para o Orixá, podendo no futuro e por merecimento ganhar um Oyè, ou seja um título ou cargo dentro da Casa.

Ekedi toma suas obrigações anualmente e conta tempo, seus Orixás são reverenciados por todos os Orixás da Casa no decorrer das festas relacionadas ao seu Orixá, podem se vestir de baiana como as Egbomis, alaká ou saia branca para dar mais mobilidade, fica a critério das normas de cada Casa.

Texto e acervo cultural- Àjòìè Sonia D’Yemojá – Ìrànsé do Ilé Àse Òsòlúfón ÍwÌn

“Entendo minha religião e meu Orixá com muito mais profundidade em se tratando da relação estabelecida com uma Ekedi. Quando o Orixá convida e escolhe alguém para ser sua Ekedi e, é aceito por ela, com certeza existe algo além dessa simples escolha, existe comprometimento espiritual de fundo ancestral. O que acontece é que Ekedis estão contidas neste Orixá, são parte dele, Orixá. Este elo os une eternamente, está provado no momento que o Orixá dá orukó da Ekedi no barracão e que poucos dão valor e importância. Neste momento, mais do que nunca se estabelece o intercambio das energias entre eles, direitos e deveres ficam firmados e o amor, carinho, disciplina, liturgia, são preservados. O Babalorixá precisa que se estabeleça uma forte união em torno de si e nas funções do axé, casas de santo sem suas Ekedis, não se estabelecem, pois elas ajudam a formar a base, a casa precisa de um corpo em sua formação, precisa de sustentabilidade, a espinha dorsal, a segurança, o Orixá também precisa de conforto.

Ekedis, não precisam usar kelê, raspar, colocar adôxu, etc, por que o seu Babalorixá ou Iyalorixá, já passou por isso, se elas Ekedis, nasceram para servir o Orixá, então estão contidas em sí na energia do Orixá, independente de seu próprio Orixá.

É uma relação de intimidade e de muita cumplicidade espiritual para com o Orixá. As boas Ekedis, tomam a frente muitas vezes em defesa de seu Axé, protegem seu Babalorixá ou sua Iyalorixá, Intervém em questões inerentes a liturgia em defesa de seu juramento, a aliança com o Orixá.

 

Fonte: O Candomblé

 

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Terça - feira, 16 Fevereiro 2021 08:18

CONHEÇA IYÁPÈTÈBÍ E IYÁNIFÁ

IYÁPÈTÈBÍ  E IYÁNIFÁ

 

Para os yorubás, Òrúnmìlà é uma das divindades que acompanharam Òrìṣànlá (o grande Orixá) na criação do Àiyé (mundo). Òrúnmìlà comanda o sistema divinatório conhecido pelo nome de Ifá. Esse é um dos oráculos comandados por ele. Devido à importância desse oráculo para o povo yorubá, Òrúnmìlà também é chamado de Ifá. Òrúnmìlà representa a sabedoria, pois ele tem o poder de interpretar as determinações de Olódùmarè (Deus).

O sacerdote que cultua Òrúnmìlà-Ifá é denominado de Bàbáláwo (pai que detém o segredo). O Bàbáláwo é um sacerdote de grande respeito na cultura yorubá, pois seu aprendizado é longo, requerendo muita disciplina e dedicação.

Para a sociedade yorubá, o Bàbáláwo é um exemplo de integridade. Bàbáláwo casa, tem filhos e cuida do seu Ẹgbẹ́-Ifá (Templo de Ifá).

A esposa do Bàbáláwo chama-se Ìyápẹ̀tẹ̀bí. Um dos encargos da Ìyápẹ̀tẹ̀bí é zelar pelo Ifá do marido. Ela tem a grande responsabilidade de cuidar de seu Bàbáláwo, pois ela conhece seus ẹ̀wọ̀ (interditos, tabus) estabelecidos por Ifá, e que são os mesmos ẹ̀wọ̀ dela. Uma Ìyápẹ̀tẹ̀bí é escolhida por Ifá, e não precisa ser iniciada no culto de Ifá, do Òrìṣà (Orixá) ou qualquer outro culto e nem necessariamente ser de Ọ̀ṣun (Oxum). Ela passa por rituais específicos que começam com um Bàbáláwo e se encerram com outras Ìyápẹ̀tẹ̀bí.

A Ìyápẹ̀tẹ̀bí tem um papel especial nas cerimônias de Ifá e pode ter mais de um cargo no Ẹgbẹ́-Ifá (Templo de Ifá). A primeira Ìyápẹ̀tẹ̀bí de Òrúnmìlà foi Ọ̀ṣun, também chamada de Èèpódù ou Ìyánidù (Senhora com conhecimento em Odù).

A Ìyápẹ̀tẹ̀bí é protegida pelo Ifá do seu marido, ela nunca perde seu cargo até mesmo quando morre, e parti, segundo a tradição para o Òrun (mundo espiritual). Os yorubás acreditam que mesmo não estando mais nesse mundo, a Ìyápẹ̀tẹ̀bí passa a ajudar o Bàbáláwo aqui no Àiyé (nosso mundo). Ainda por esta tradição, um Bàbáláwo não se separa (divorcia) de sua Ìyápẹ̀tẹ̀bí. Perante Ifá, a Ìyápẹ̀tẹ̀bí e o Bàbáláwo têm um vinculo para toda vida.

A Ìyápẹ̀tẹ̀bí não joga Ọ̀pẹ̀lé Ifá e nem ikin ifá. Ela depende do seu próprio conhecimento para utilizar o Mẹ́rìndílógún (jogo dos 16 búzios) ou utiliza o Obì e o Orógbó para jogo. As mulheres que estudam e aprendem a prática de Ifá são chamadas de Ìyánífá (mulher que tem conhecimento sobre Ifá). Ela deve passar por todas as etapas de aprimoramento, se iniciar no culto e aí poderá usar o Ọ̀pẹ̀lé ifá para si própria, mas nunca para dar consulta a outra pessoa.

Uma Ìyánífá não pode iniciar pessoas para Ifá, somente os Bàbáláwo (Babalaôs) podem fazer a iniciação. Elas apenas o auxiliam dentro do igbódù (lugar sagrado para iniciação). As mulheres podem ser iniciadas para Ifá e, após os ritos de iniciação, entrar no Igbódù, mas nem todas serão Ìyápẹ̀tẹ̀bí nem Ìyánífá. Muitas receberão cargos e denominações específicas, pois Ìyápẹ̀tẹ̀bí e Ìyánífá têm funções distintas no culto a Ifá.

 

Fontes:  Ìyápẹ̀tẹ̀bí Beatriz Melo, Bàbáláwo Sandro Fatorerá, Bàbáláwo Afisi Famuiwa, Bàbáláwo Kasimawawo Olan Rewaju Osuntobi, Bàbáláwo Yusufu Oduntaiyo e Bàbá Ifanimora

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Terça - feira, 16 Fevereiro 2021 08:11

CONHEÇA O ORIXÁ IRÔKO

ORIXÁ  IRÔKO

 

Iroko é um Orixá muito antigo. Iroko foi à primeira árvore plantada e pela qual todos os restantes Orixás desceram à Terra. Iroko é a própria representação da dimensão Tempo. Iroko é o comandante de todas as árvores sagradas, o vanguardeiro, os demais Osa Iggi devem-lhe obediência porque só ele é Iggi Olórun, a árvore do Senhor do Céu.

Iroko, Iroco ou Roko (do iorubá Íròkò) é um orixá cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponde ao Inquice Tempo na nação Angola ou Congo.

Em todas as reuniões dos Orixás está sempre presente Iroko, calado num canto, anotando todas as decisões que implicam directamente na sua acção eterna. É um Orixá pouco conhecido dos seres vivos ou mortos, nascidos ou por nascer. Toda a criação está nos seus desígnios.
É o Orixá Iroko, implacável e inexorável, que governa o Tempo e o Espaço, que acompanha, e cobra, o cumprimento do Karma de cada um de nós, determinando o início e o fim de tudo.

Conhecido e respeitado na Mesopotâmia e Babilónia como Enki, o Leão Alado, que acompanha todos os seres do nascimento ao infinito; cultuado no Egipto como Anúbis, o deus Chacal que determina a caminhada infinita dos seres desde o nascimento até atravessar o Vale da Morte. Também venerado como Teotihacan entre os Incas e Viracocha entre os Maias como o Senhor do Início e do Fim; também presente no Panteão Grego e Romano, onde era conhecido e respeitado como Cronus, o Senhor do Tempo e do Espaço, que abriga e conduz a todos inexoravelmente ao caminho da Eternidade.

É o Tempo também das mudanças climáticas, as variações do tempo-clima. Guardião das florestas centenárias é o colectivo das árvores grandiosas, guardião da ancestralidade.

Em África, a sua morada é a árvore iroko, Milicia excelsa (antes classificada como Chlorophora excelsa), chamada “amoreira africana” na África de língua portuguesa. É uma árvore majestosa, encontrada da Serra Leoa à Tanzânia, que atinge 45 metros de altura e até 2,7 metros de diâmetro.

No Brasil, onde essa árvore não existe, diz-se que Iroko habita a gameleira branca, Ficus gomelleira ou Ficus doliaria (também chamada figueira-branca, guapoí, ibapoí, figueira-brava e gameleira-branca-de-purga). Nos terreiros, costuma-se manter uma dessas árvores como morada de Iroko, assinalada por um “ojá” (laço de pano branco) ao seu redor.

Iroko representa a ancestralidade, os nossos antepassados, pais, avós, bisavós, etc., representa também o seio da natureza, a morada dos Orixás.
Desrespeitar Iroko (a grande e suntuosa árvore) é o mesmo que desrespeitar a sua dinastia, os seus avós, o seu sangue… Iroko representa a história do Ilê (casa), assim como do seu povo… protegendo-o sempre das tempestades.

Ao contrário da maioria dos orixás, este não costuma “baixar” nas festas de santo. É reverenciado por meio de oferendas à árvore que o representa. Os animais a ele consagrados são a tartaruga e o papagaio.

Iroko é um Orixá pouco cultuado tanto no Brasil como em Portugal, e os seus filhos também são muito raros. Os seus filhos, no entanto, são sempre muito protegidos pelo seu Orixá.

É importante dizer que esta árvore faz parte do culto de Ifá e foi sobre ela que as feiticeiras pousaram e não tiveram sorte.

Há um grande fundamento dessa árvore ancestral ligada diretamente  a Obatalá em um orikí: “Iroko Olúwére, Ògìyán Èèijù”.

Qualidade: Iroko Olúwére, a energia que mora dentro da árvore Iroko.

Características dos filhos de Irôko

Os filhos de Iroko são tidos como eloquentes, ciumentos, camaradas, inteligentes, competentes, teimosos, turrões e generosos.

Gostam de diversão: dançar e cozinhar; comer e beber bem.

Apaixonam-se com facilidade e gostam de liderar.

Dotados de senso de justiça, são amigos queridos, mas também podem ser inimigos terríveis, no entanto, reconciliam-se facilmente.

Um defeito grande, é o facto de não conseguirem guardar segredos.

 

Dia da Semana: Terça-feira.

Cores: Branco, Verde /castanho

Símbolo: Árvore/tronco

Domínios: Ancestralidade

Saudação: Irôko Issó! Eró!Irôko Kissilé.

 

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